Helen e Clara: mecânica é coisa de mulher, sim!

Edição: 
Nº 55

Helen e Clara: mecânica é coisa de mulher, sim!

Personagens ELO de Março, elas falam do orgulho com essa profissão

 

Elas garantem que estão na profissão certa, sim! No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o quadro Personagem ELO traz os perfis de duas mulheres que compõem o quadro de colaboradores do Grupo Sotreq. Helen e Clara, ambas mecânicas de mineração, falam com orgulho da profissão. Não sem motivo, porque ainda é uma área com predominância dos homens.

Helen Cristina Costa Gomes, mineira de Mariana, tem 27 anos e vem de uma família de mecânicos. “Essa belíssima profissão”, como ela define. Violão e ciclismo são seus hobbies nas horas de folga. Ela não tem dúvida em afirmar que lugar de mulher é onde ela quiser!

Clara Souza Cordeiro, nascida em Mateus Leme (MG), tem 21 anos e cansou de ouvir que “a vaga é masculina”, quando tentava trabalhar como mecânica. Na Sotreq encontrou a oportunidade que precisava. Gosta de natação, dançar e videogame.

Nesta entrevista, essas duas jovens mulheres, decididas e apaixonadas pela profissão, falam um pouco mais de sua vida profissional e pessoal. Confira!

 

ELO - Qual é a sua formação e onde você se formou?

Helen - Fiz o curso técnico em mecânica no Colégio Técnico Álvares Maciel, em Ouro Preto, e no Senai, em Mariana.

Clara - Eu sou técnica em mecânica e me formei no Senai de Itaúna.

 

ELO - Conte um pouco da sua trajetória profissional e de como você entrou na Sotreq.

Helen - Já trabalhei na loja de informática do meu irmão, já cuidei dos meus sobrinhos, depois consegui emprego em uma loja de EPI aqui na minha cidade. Por meio da Escolinha [Escolinha de Mecânicos] eu consegui me ingressar na Sotreq. Agradeço a Deus por essa oportunidade a mim ofertada. Agradeço aos meus familiares e amigos, por acreditarem em mim e me dar todo o apoio possível.

Clara - Eu estava desempregada e recebi uma ligação em um domingo. Me perguntaram se eu estaria interessada em fazer um curso pela Sotreq. Graças a Deus eu consegui, mas infelizmente durante a Escolinha começou a pandemia e não conseguimos terminar. Mas a Sotreq segurou a turma o máximo que pôde e, no fim, todos nós conseguimos virar mecânicos.

 

ELO - Você está em uma profissão que ainda é relativamente nova para as mulheres. Como é desempenhar a função de mecânico e como tem sido a recepção pelos colegas de trabalho?

Helen - Desde quando comecei a estudar a mecânica eu tinha a meta de entrar na Sotreq. Não estava nem acreditando [risos]. Para mim está sendo uma experiência magnífica, superando as minhas expectativas. Fui muito bem-recepcionada pelos meus novos colegas de trabalho. Ganhei até cartão de boas-vindas e uma lembrança do Dia das Mulheres.

Clara - Graças a Deus a Sotreq me deu essa oportunidade. Infelizmente, muitos lugares diziam pra mim que “a vaga é masculina”. Eu tinha que engolir, mas na Sotreq não foi assim e eu sou muito bem tratada pelos caras da linha. Adoro todos eles e espero que eles também gostem de mim.

 

ELO - Quando você fala que é mecânica, isso ainda causa alguma estranheza nas pessoas?

Helen – Não, não! Muito pelo contrário. As pessoas me desejam boa sorte e sucesso nessa nova caminhada. Graças a Deus está tudo correndo bem!

Clara – Sim. Geralmente quando vou à mina atender o equipamento, o operador até se assusta.

 

ELO - Qual é o principal desafio desta profissão?

Helen - Desafios são colocados à nossa frente pra gente enfrentar e mostrar que somos capazes de exercê-los com maestria. Portanto, tendo dedicação e persistência, a caminhada se torna mais fácil.

Clara - A falta de oportunidade. Eu odiava ouvir que eu deveria ser homem para ter a vaga.

 

ELO - O que falta, na sua opinião, para que mais mulheres assumam esse desafio de trabalhar como mecânica?

Helen – Objetivo, autoconfiança e igualdade.

Clara – Oportunidade, porque não adianta fazer um curso se você não vai ter chance de crescer na área.

 

ELO - Antes da mecânica, em qual área você já trabalhou?

Helen – Trabalhei em loja de EPIs.

Clara - Eu nunca realmente trabalhei. Eu apenas estudei, tanto no ensino médio quanto nos cursos do Senai.

 

ELO - Se não fosse mecânica, qual seria o seu plano B, sua segunda profissão?

Helen – Não me vejo fazendo outra coisa a não ser a mecânica. Venho de uma família de mecânicos e vou seguir essa belíssima profissão. Quero exercer e concluir tudo o que me for proposto com êxito.

Clara – Eu não sei, até porque a mecânica me escolheu. Tudo contribuiu para eu chegar aqui hoje. 

 

ELO - Quando não está trabalhando, o que costuma fazer? Qual é o seu hobby?

Helen - Pratico a minha válvula de escape ao cantar e tocar violão. Ando de bicicleta com meus amigos e gosto muito de estar com a família reunida.

Clara - Eu amo dançar. Faço natação e jogo videogame.

 

ELO - Tem algum livro ou filme que te marcou? Por quê?

Helen – O filme que marcou foi “Deus Não Está Morto”, porque Deus vive e reina no meio de todos nós e está presente nos mínimos detalhes da vida.

Clara – Interestelar. Eu amo esse filme e toda vez que eu vejo, descubro algo novo. Esse filme me marcou e o ator era lindo.

 

ELO - Que comida ou bebida não pode faltar na sua geladeira?

Helen – O que for necessário para uma boa alimentação dos meus familiares.

Clara – Água e energético.

 

ELO - Alguma viagem inesquecível que já fez, ou alguma viagem que esteja nos planos?

Helen – No final deste ano eu quero ir a Aparecida [cidade paulista onde está o Santuário Nacional de Aparecida] para agradecer e pedir proteção nessa nova caminhada.

Clara – Teve uma única viagem que fiz. O ônibus quebrou e ficamos 12 horas parados no meio do nada, sem ter como voltar ou ir para o Espírito Santo [risos]. Inesquecível!

 

ELO - O Dia Internacional da Mulher é dia 8 de março ou todos os dias?

Helen – É hoje, amanhã e sempre!

Clara – É o dia das mulheres, mas todo dia é dia de respeitar as mulheres, não só durante um dia. Merecemos reconhecimento. Merecemos sempre!

 

ELO – Qual é a grande conquista que ainda falta às mulheres no Brasil?

Helen – Que elas possam estar presentes e atuantes na profissão que elas escolherem, independentemente da profissão ser dominada por homens. Lugar de mulher é onde ela quiser!

Clara – As mulheres precisam ser levadas a sério, serem vistas do modo correto, como pessoas e não como objetos.

 

ELO - O que falta para o mundo ser um pouco melhor?

Helen – Empatia.

Clara – Aceitação, respeito e tolerância com o próximo. E fé, porque do jeito que o mundo está, só Jesus na causa.

 

GRUPO SOTREQ