Belov conquista prêmio com barcos equipados com grupos geradores vendidos pela Sotreq

Edição: 
N° 62

Belov conquista prêmio com barcos equipados com grupos geradores vendidos pela Sotreq

Estaleiro nacional recebeu o reconhecimento da revista Workboat World na categoria “Melhor OSV-DSV”    

 

Vencer uma licitação da Petrobras em 2018 para afretar barcos de apoio especial para mergulho (DSV) não foi o único feito da Belov no mercado de embarcações offshore. O estaleiro nacional, cliente Sotreq, conquistou no início de 2021 o prêmio de “O Barco do Ano” pela revista Workboat World na categoria “Melhor OSV-DSV”. 
 
A Belov participou da licitação com o projeto de dois DSV’s classe Rally 4000, batizados de Belov Amaralina e Belov Humaitá. 
Cada um deles foi equipado por um sistema de propulsão diesel elétrico com quatro grupos geradores Cat® C18 de 565 ekW e um Grupo Gerador de Emergência C4.4 de 95 ekW, além do sistema de monitoramento remoto CAT RFV (Remote Fleet Vision). Os Grupos Geradores foram vendidos à Belov pela Sotreq. 
 
Os equipamentos foram comissionados em janeiro de 2020 e pouco mais de um ano depois o projeto foi premiado. O sucesso do cliente é motivo de orgulho para a Sotreq, que ofereceu soluções customizadas para atender as expectativas de um grupo relevante no mercado de embarcações offshore. 
 
A Belov é uma empresa de engenharia que atua nas áreas de construção naval, mergulho offshore, operação de ROV (Veículo Operado Remotamente, na sigla em inglês), serviços de ancoragem e operação de embarcações offshore, além de contar também com um segmento de construção portuária.

 

Atividades de mergulho

As embarcações premiadas são utilizadas pela Belov para atividades de mergulho raso, como inspeção, manutenção, pull-in e pull-out, além de serviços similares com ROV (sistema com câmeras em um veículo submersível, controlado remotamente por um operador na superfície). 

 

A empresa possui um quadro técnico composto por engenheiros, engenheiros mergulhadores, inspetores, supervisores e mergulhadores. Todo esse time trabalha em conjunto para a realização de inspeções nas mais diversas estruturas, como cais, píeres de atracação de navios, dolfins de concreto e aço, píeres flutuantes e fixos de esporte e recreio, pontes, barragens, linhas subaquáticas (gasodutos, oleodutos, emissários, adutora de água), cabos subaquáticos (elétricos, ópticos e telefônicos), balsas de aço, rebocadores e lanchas. 

 
 
Projeto pioneiro e de alta complexidade

“Esses navios são os primeiros do Brasil com um sistema diesel-elétrico para arqueação abaixo de 500 AB. Portanto, houve muito pioneirismo no sistema. Embora pequenos, os navios têm altíssima complexidade, com posicionamento dinâmico DP-2, propulsão hidrojato e quadros elétricos bem complexos”, explica André Weber Carneiro, diretor de operações da Belov. 

 

Estaleiro próprio

O fato de a Belov ter um estaleiro próprio foi fundamental para a vitória na licitação. “Primeiro, o estaleiro conseguiu manter um padrão altíssimo de qualidade. E, como o estaleiro é do grupo, o conceito foi construir os navios com um lucro mínimo, para tornar nossa oferta comercial competitiva. O objetivo foi que os resultados viessem da operação dos navios e não da construção”, explica André. 
 
Já em relação à conquista do prêmio, o diretor de operações da Belov destaca a harmonia e a qualidade de um trabalho que envolveu diversas áreas. “Foi um projeto feito a seis mãos: estaleiro, operações offshore e projetista, sendo que o setor de operações utilizou todas as lições aprendidas na operação de outros DSVs para incorporar melhorias no projeto”, conta André.

MARÍTIMO