Sotreq, Soimpex e Hansa Meyer realizam transporte histórico de equipamentos

Sotreq, Soimpex e Hansa Meyer realizam transporte histórico de equipamentos

Equipamentos percorreram 817 km de balsa desde Altamira até o porto Belém, onde foram içados para navio de longo curso

 

Enfrentar desafios faz parte de toda empresa. Foi o que aconteceu com a Sotreq, a Soimpex e a Hansa Meyer. As três empresas se uniram para atender a demanda de exportar 13 equipamentos de médio porte para o Paquistão, como compactador de solo, pá carregadeira, carregadeira e escavadeira, entre outros. Primeiro, as máquinas navegaram utilizando uma balsa fluvial. Depois, foi preciso transferi-las para dentro de um navio por meio dos guindastes de bordo da embarcação de longo curso.

 

A integração entre as três empresas foi fundamental para o sucesso da operação, já que cada uma delas tinha uma função diferente. A Sotreq entrou como exportadora responsável pela venda das máquinas ao Paquistão, enquanto a Soimpex (que faz parte do Grupo Sotreq) se dedicou ao gerenciamento de toda a logística necessária. A Hansa Meyer cuidou da coordenação e do agenciamento dos fretes.

 

A maior parte das máquinas estava em Altamira (PA), proveniente do Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM). O restante veio dos estoques da Sotreq Sumaré (SP) e Sotreq Belém (PA). No porto privativo da Hansa Meyer, empresa de transportes de balsas, os lotes fornecidos pelo CCBM e pela Sotreq foram consolidados antes de seguirem para o porto de Belém.

 

A logística foi desenvolvida com muita atenção para evitar qualquer tipo de problema. “Para operações que envolvem cargas de grandes dimensões, qualquer ocorrência com avaria representa perdas que podem comprometer todo o projeto”, lembra Valeska Vasconcellos, Gerente de Trading da Soimpex.

 

Após criteriosa análise e estudo do projeto, Sotreq e Soimpex planejaram os detalhes em parceria com a Hansa Meyer, que tem expertise para agenciamento de fretes. “Fomos contratados para coordenar e fazer o ajuste fino da logística, relatando os acontecimentos para antecipar o nosso objetivo principal”, conta Michel R. Fagundes, Gerente de Projetos da Hansa Meyer.

 

Entre as preocupações, o prazo era fundamental. Tudo devia estar perfeitamente alinhado. Se houvesse atraso na balsa, o navio teria que ficar esperando no porto. Por outro lado, havia também a preocupação para que o navio não atrasasse para chegar à Belém para não pagar diária da balsa. “Cada etapa do projeto interferiria diretamente na próxima, o que poderia gerar custos extras e atrasos”, destaca Valeska.

 

Havia ainda outra dificuldade no caminho. Ao chegar em Belém, seria necessário transferir os equipamentos da balsa para o navio por meio de um guindaste de bordo, pois o porto de Belém não tem estrutura para efetuar essa complexa operação.

 
Normalmente, essas máquinas são levadas em navios Ro-Ro (Roll On – Roll Off), pois a carga entra “rodando” no navio. Porém, como no porto de Belém não há a possibilidade para esse tipo de navio atracar, a Sotreq disponibilizou um navio MPP (Multipropósito – Break-Bulk), em que a carga entra içada.

 

“Fizemos o transporte direto da balsa para o navio, tornando a operação ainda mais delicada. Se uma máquina de 73.720 toneladas cai ao ser içada, além dos danos físicos ao equipamento ou risco a segurança dos trabalhadores, a balsa pode afundar com todas as outras dentro”, informa Valeska.

 

O trabalho durou dois dias por conta da complexidade, mas o esforço de todos fez com que tudo saísse conforme combinado. “Esse embarque significou uma oportunidade de estreitar laços de parceria e capacitação da Hansa Meyer como um fornecedor capaz de viabilizar, para a Soimpex, logísticas de alta complexidade. Definitivamente um marco na nossa corporação ter a aprovação de um cliente da grandeza da Sotreq/Soimpex”, comenta Fagundes.

 

Para a Soimpex, missão cumprida. “Nosso objetivo é facilitar a movimentação internacional de cargas apresentando uma logística segura, rápida e com menor custo. Depois que o projeto foi concluído, o cliente ficou satisfeito pela excelência no gerenciamento do processo de exportação para o Paquistão”, conclui Valeska.

 

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