Projeto contribui para educação de qualidade e melhores condições na entrada do mercado de trabalho

Projeto contribui para educação de qualidade e melhores condições na entrada do mercado de trabalho

Idealizado pela ONG CEPA e com o apoio do iSSO, Teclando o Futuro atua em Contagem (MG)

 

Contribuir com recursos que auxiliam o aprendizado e as relações sociais e profissionais através da inclusão digital. Esse é o objetivo do projeto Teclando o Futuro, lançado em 2010 pela ONG Centro Educacional e Promocional Santo Hermann José (CEPA), em Contagem (MG), e que tem o apoio do Instituto Social Sotreq (iSSO).

 

Com atuação em bairros como Bernardo Monteiro, Bela Vista, Beatriz e Maria da Conceição, o projeto se divide em duas propostas: utilizar a internet como mecanismo de estudo e pesquisa a fim de colaborar no desenvolvimento da alfabetização e do raciocínio; e oferecer cursos de informática básica, que contribuem no crescimento profissional, enriquecendo o currículo e as possibilidades de emprego.

 

“A Sotreq valoriza essa iniciativa e se conecta por meio da doação de computadores e pela participação de colaboradores, voluntários, por exemplo, da equipe da área de Tecnologia da Informação para as necessidades de suporte na sala de informática”, comenta Rosa Cristina, da área de Projetos Sociais do iSSO.

 

Essa força tarefa, ao longo de oito anos, já beneficiou mais de 1400 pessoas entre alunos do curso de informática básico e educandos do CEPA. “Além disso, o projeto traz melhor qualidade de vida e facilidades com as novas tecnologias, que a cada dia se tornam mais presentes, como realizar operações bancárias via internet, serviços públicos variados, uso de aplicativos em todos os setores e realização de cursos à distância”, explicam Renata de Freitas Franco, Monitora de Informática, e Jacirlene Dias Marques Fonseca, Coordenadora Pedagógica, ambas do CEPA.

 

Uma oportunidade, nova vida

Rejane Cassiano Vieira Meneses , 41 anos, conheceu o projeto em 2010 e se matriculou no curso de informática oferecido pela instituição. Recebeu certificação no pacote Office, empreendedorismo e sustentabilidade.

 

Em 2012, já formada no curso de Pedagogia, foi novamente abraçada pelo projeto como instrutora de informática, o que possibilitou educar e ensinar moradores e alunos, incluindo, seus filhos: Marvyn Cassiano Meneses, 13 anos, e Merilyn Cassiano Meneses 18.

 

“Minha filha, além de ter sido aluna do CEPA, hoje atua como aprendiz na Sotreq, colocando em prática o fruto do projeto de empreender”, comenta.

 

Quanto à Rejane, atualmente é mestranda no curso de Educação Profissional e Tecnológica pelo Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET-MG) e atua nos cursos de formação de professores, sobretudo nas disciplinas de Informática na Educação e Mídias Educacionais. “Atribuo minha formação aos primeiros passos dados no projeto, que contribuiu para minha formação e que continua abrindo novas oportunidades para gerações futuras”, declara.

 

O projeto tem, ainda, uma parceria com a ONG RECODE, que oferece, através da plataforma digital, cursos on-line de programação e gestão de projetos para alunos a partir de 14 anos. “Os recursos digitais têm contribuído de forma significativa no seu aprendizado e na formação como cidadão, trabalhando a alfabetização, lógica e temas polêmicos como, cyberbullying, diversidades e sustentabilidade, itens discutidos com uma melhor ilustração e exemplos à palma da mão, de forma mais lúdica e convidativa”, finaliza Rosa Cristina.

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